30 Anos de Capoeiragem!

Já se passaram 30 anos, mas parece que foi ontem que cheguei no antigo Ginásio de Alumínio do Centro de Desportos da UFSC, para ter aulas de capoeira com o Contramestre Alemão.

O tempo devora, mas sinto-me uma iniciante, muito para aprender…

A vontade sempre foi de estar presente em todas as rodas, de dar a volta ao mundo capoeirando… Não foi possível. Neste tempo, tive que me levantar de muitas rasteiras nas rodas e na vida. O desafio maior foi e é conciliar o tempo de ser mulher, mãe, professora e ainda ser uma Capoeira.

O que de mais precioso levo da capoeiragem são as amizades que fiz. Já falei disso e reafirmo. São muit@s @s camaradas que deixaram suas marcas em minha vida, uns longe, outr@s presentes no meu cotidiano… não tenho como citar seus nomes.

Alemão por ter me iniciado na arte e me dar o sentido de ser uma Capoeira.

Ao Mestre Nô, pela sua vida dedicada a arte.

Pedro e Helena, filho e filha por compreender minhas ausências.

Minha mãe Maria.

Ao Neto por sempre me apoiar e respeitar minha vida na capoeiragem.

Meu sentimento é de profunda gratidão…

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“Eu envergo, mas não quebro”

Outono de 2017… Primeira noite fria do ano.

Camaradas reunidos para mais uma roda de Axé!

Algo abalou a energia.

Dois manos que amo muito jogando, como se fosse uma arena de gladiadores.

O berimbau é o Mestre da Roda, foi falado. Devemos respeito a este fundamento.

Mas, uma mulher Capoeira baixando o berimbau?

A luta não é contra os camaradas e sim com esta nossa sociedade que cultiva os princípios do egoísmo, individualismo e opressão.

Parafraseando Paulo Freire, quando a Capoeira não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.

“Eu envergo, mas não quebro”.

Mangueira e Chico

Não é sempre que conseguimos realizar dois sonhos numa noite só!

Quinze de fevereiro de 2017. Essa data ficará eternamente na memória.

Ir até São Paulo para assistir o Show de Verão da Mangueira. Uma aventura vivida com o Neto, meu companheiro e amor da minha vida.

O show começou com a maravilhosa Maria Bethânia. Depois uma sequência de grandes artistas homenageando esta escola de samba, a “escola mais querida do planeta”! Ciganerey, Tantinho, Leci Brandão, Fafá de Belém, Mariene de Castro, Elba Ramalho, Alcione e… Chico Buarque!!!

A felicidade e emoção foi tão grande que as lágrimas jorraram, num choro quase que descontrolado em poder ver o Chico Buarque e os integrantes da Mangueira.

Bateria, intérprete, Mestre Sala e Porta Bandeira, passistas, baiana…

“Sei lá não sei, sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande…”
Que nem cabe explicação” Paulinho da Viola

Fotos: Joaquim Corrêa

Carnaval “das Antiga”

É a Unidos da Coloninha mais um ano na Praça XV.

A Batucada com força total.

As cuícas passando e tirando sorrisos da platéia.

A energia é tão forte que o corpo não sente o cansaço. Sente só o arrepio!

E parece que o tempo voltou e que estamos no carnaval “das antiga”, do tempo da infância, tempo da felicidade!

Carnaval na rua, carnaval do povo.

Alegria, alegria!

Fotos: Joaquim Corrêa