“O que se aprende com amor não se esquece”.

Sábado de sol lindo que Deus mandou!

Roda da Figueira.

A Roda estava como o dia: Irradiante! Energia boa, grandes camaradas presentes!

Descendo o morro com meu berimbau, sensação de liberdade!

Chegando próximo a Praça XV,  coração acelerado.

Depois de quase meio ano distante das rodas e treinos (devido a um problema de saúde), finalmente curei meu banzo!

Toquei berimbau, cantei e joguei… venci o medo e a insegurança…

E tudo graças ao apoio de minha família e camaradas!

Um mano especial disse uma frase esta semana que me deu mais força ainda:

“O que se aprende com amor não se esquece”.

É o amor pela Capoeira que me movimenta!

Valeu meus camaradinhas! Dessa roda não vou me esquecer!

Feliz da Vida por poder jogar na roda...

Foto: Palito.

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O menino que ganhou um rio

“Minha mãe me deu um rio.

Era dia de meu aniversário e ela não sabia o que me presentear.
Fazia tempo que os mascates não passavam naquele lugar esquecido.
Se o mascate passasse minha mãe compraria rapadura ou bolachinhas para me dar.
Mas como não passara o mascate, minha mãe me deu um rio.
Era o mesmo rio que passava atrás de casa.
Eu estimei o presente mais do que fosse uma rapadura do mascate.
Meu irmão ficou magoado porque ele gostava do rio igual aos outros.
A mãe prometeu que no aniversário de meu irmão ela iria dar uma árvore para ele. Uma que fosse coberta de pássaros.
Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera ao meu irmão e achei legal.
Os pássaros ficavam durante o dia nas margens do meu rio e de noite eles iriam dormir na árvore do meu irmão.
Meu irmão me provocava assim:
a minha árvore deu lindas flores em Setembro.
E o seu rio não dá flores!
Eu respondia que a árvore dele não dava piraputanga.
Era verdade, mas o que nos unia demais eram os banhos nus no rio entre os pássaros.
Nesse ponto nossa vida era um afago”!
Texto extraido do livro Memórias inventadas de Manoel de Barros.