Música do Mestre Pinóquio

“A Capoeira que nasceu pra dizer não

A todo tipo de opressão

Injustiça ou escravidão

A Capoeira não é luta de patrão

Herança nobre

Legado da escravidão

Era luta de oprimidos

E excluídos da nação

Hojé é desporto, de regra e competição

Eu não concordo com toda essa inversão

A Capoeira tá do lado do patrão

A escravidão hoje é feita sem grilhão

Não temos escola,

Nem dentista ou educação

Nos dão a margem e muita televisão

Se liga moço

Presta atenção

A Capoeira não é luta de patrão

Ginga marcada, soco e mata-leão

Eu não concordo com tanta deturpação

Pois Mestre Bimba não dava mata-leão

Eu não concordo com tanta deturpação

Nem dava murro

Em roda de vadiação

Nas emboscadas ensinava a jogar facão

Mas ensinava o respeito e a tradição

Se liga moço

Dê sentido a esse refrão

A Capoeira não é luta de patrão

Se liga moço

Não entregue ao vilão

Nossa cultura forjada na escravidão”.

Mestre Pinóquio

 

 

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Soneto de Fidelidade

 

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”.

Vinícius de Moraes

Gentileza

 

Nossa sociedade está endurecida! É raro ver atitudes de gentileza. Pedir licença quando sentamos ao lado de alguém no ônibus,  dar um bom dia ou sorrir quando passamos por alguém que não conhecemos na rua, pedir desculpas quando erramos, olhar para as pessoas, cultivar sinceras amizades. Como estes, outros atos de gentileza fazem falta no nosso dia a dia,  pensando nisso lembro do profeta e da música da Marisa Monte: Gentileza.