A Bola

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PRECISA-SE DE UM AMIGO

“Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.

Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Pode já ter sido enganado ( todos os amigos são enganados).

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.

Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.

Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.

E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.

Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive”.

Carlos Drummond de Andrade

O Início de minha jornada…

I Batismo Palmares 1987 – Acervo Alemão

O ano: 1987. Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Conheci um também acadêmico do curso: Carlos Alberto Dal Molin Silva, o Alemão da Capoeira. Até então o contato que eu tivera com a capoeira eram algumas lembranças de um capoeira do Morro da Covanca, hoje Vila Aparecida: o João Nilson. Eu era criança e ele já trabalhava com Capoeira e Boi-de-mamão no bairro onde morava.

No dia 06 de dezembro de 1987, no Restaurante Universitário, assisti ao I Batismo de Capoeira Ajagunã de Palmares, um grande momento da Capoeira da Ilha. Conheci o Alemão na correria da organização deste evento e como bolsista da Associação Atlética Acadêmica da UFSC, acompanhei a organização do mesmo vendendo adesivos e camisetas.

Este foi o primeiro evento do Grupo Palmares na Ilha e a primeira vez que Mestre Nô esteve por aqui. Ele foi de grande importância para a nossa capoeiragem, pois trazia a Capoeira da Bahia para a nossa cidade. Este fato foi determinante na formação da nossa “Capoeira da Ilha”. Presentes grandes Mestres da Capoeira: Mestre Nô e João Pequeno de Salvador; Mestre Ferreirinha de Santo Amaro da Purificação; muitos capoeiristas da Bahia, Rio Grande do Sul e da Ilha. Outra presença marcante foi a do Macaô, a única vez que vi esse grande capoeira jogar. Lembro-me bem da emoção que senti em assistir este batismo. Os mestres jogando, toda aquela energia emanando da roda, das crianças sendo batizadas… Naquele dia recebi um presente da Associação Atlética onde trabalhava: um berimbau das mãos de Mestre Nô, um berimbau confeccionado por ele que guardo até hoje! Não sabia que meu destino estava traçado para ser uma capoeira! Acredito que a força da capoeira vem da energia de seus berimbaus e recebendo um presente como este de um grande mestre foi um grande começo na minha jornada!

A Sabedoria de Levar uma Rasteira!

Um grande ensinamento do nosso Mestre Nô “Capoeira na Roda, Capoeira na Vida!” Sempre penso nessa frase que é lema da minha vida! O que somos na vida, somos na roda. Por isso que não me admiro mais com algumas atitudes tomadas por alguns camaradas. Às vezes fico cansada de tanto orgulho e vaidades… Na roda e na vida levamos muitas rasteiras. A gente cai, mas levantar-se é algo muito mais surpreendente! Saber cair, dar a volta ao mundo, ter humildade de que não somos infalíveis!!! A Capoeira é muito mais do que isto tudo! Nós passamos, a Capoeira fica. O que estamos fazendo por ela?

Postado no Blog da Central no dia 05 de fevereiro de 2010.

Um Convite à Poesia!

Nossa vida mais se parece como uma grande corrida. Vivemos numa correria desenfreada. Gastamos quase todo nosso tempo trabalhando, para conquistar nossos bens materiais ou mesmo poder sobreviver… Muitas vezes deixamos de curtir bons momentos com nossos familiares e amigos! Lembro de meu tempo de adolescente, onde vivia na biblitoteca pública de minha cidade e da escola garimpando livros para ler. Muitos de poemas e poesias. Era uma delícia ler, sonhar, imaginar e admirar a arte das palavras. O que proponho é que nossa vida fique repleta de poesia, música, arte! Pois a vida é a nossa história escrita por nós mesmos. Porque não deixá-la mais bela?

Pra começar um poema de Cora Coralina:

“Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura…
Enquanto durar”.