Colhendo Frutos…

O início da semeadura foi em meados da década de 90. Vivíamos na nossa cidade uma gestão de esquerda na prefeitura e propusemos à secretaria da educação um lindo projeto cultural “Alevanta Boi Brincá”. E foi aí que iniciei meu aprendizado sobre o nosso Boi de Mamão e as danças populares da Ilha e do Brasil, com esse meu camarada, Mestre da Cultura do Popular, um ser brincante, o iluminado Nado!

Quase três décadas depois, Nado me convidou para participar de outro projeto de lindezas: Entra na Roda! Partilhas de Danças e Cantares do Litoral Catarinense, realizado pelo Grupo Arréda Boi da Barra da Lagoa. Um reencontro com esse querido que amo e admiro muito, com sua família e amig@s!

Foram momentos de grandes emoções! Um sonho realizado…

Ver que ainda há pessoas que respeitam os mais velhos, valorizando os saberes e viveres. Como aprendi com a Dona Ivone e Seo Bebê!!!

Dançar e aprender mais sobre a nossa cultura popular, conviver com um grupo tão maravilhoso de talentos sem fim, brincar feito criança, celebrar a vida depois de viver tempos difíceis com a pandemia… Foi demais!

Muito agradecida… Já estou com saudades! Valeu Camaradas!

Força na Luta!

Fotos: Joaquim Corrêa

Sou Ritmista!

Foto: Joaquim Corrêa. Carnaval 2010.

Hoje comemoramos o Dia d@ Ritmista!

Desde o ano de 2001 sou ritmista da minha escola de samba do coração Unidos da Coloninha! São vinte anos de muitas emoções vividas na Passarela Nego Quiridu, na Ilha de Santa Catarina.

Comecei na ala do chocalho e no ano de 2010 meu Mestre e amigo Dú da Cuíca me convidou para sair na ala das cuícas, onde me apaixonei por este instrumento mágico! Gratidão Mestre Dú!

Parabéns a tod@s @s ritmistas do Brasil!
Muita saúde e batucadas!

Viva o Povo do Samba!

Viva a Cultura Popular!

Salve meu Mestre Dú da Cuíca!

Dona Zélia do Prato

ENCONTRO COM DONA ZÉLIA DO PRATO (Pela Internet)

Noite chuvosa (aqui no Sul do Brasil) de 05 de junho de 2020.

Encontro regado de muita emoção e sentimentos. Conduzido lindamente por Anderson e Val. Presença de Dona Zélia. Tocadora de Prato, sambadeira arretada de São Braz de Santo Amaro – Bahia.

Dona Zélia: Antigamente tinha só o pandeiro. A gente chamava de Roda de Samba o Samba de Chula é mais recente. No Samba chula entra cada uma por vez. Tem que esperar a sua vez, cumprimentar os tocadores, fazer o sapeteado e depois a umbigada na próxima. Cada uma na sua vez! Sapateado, rodada e umbigada!

Que risada boa!!!

Dona Zélia: O samba é que me faz feliz! Me dá alegria. O samba é tudo pra mim. É muito forte dentro de mim. No CD do João do Boi de Braz, eu fiz a segunda voz. Eu tenho setenta e três anos. O samba é tudo na vida, é minha saúde! O prato que eu toco foi de minha mãe e agora começou a viajar… “Sereia, sereia, nunca vi tanta areia no mar…” “Me dá seu salão pra vadear, eu vim aqui foi pra vadear…”

A voz de D. Zélia toca na alma! Olhos marejados…

Dona Zélia: A casa de todo mundo antigamente era de taipa coberta de sapé. Para fazer uma casa juntava muita gente para amassar o barro: o sapateado. Fui marisqueira, trabalhei no cacau, a vida não foi fácil, mas Deus dá o frio conforme o cobertor. Mas hoje sou muito feliz com meu samba, curei até a depressão.

Lindo e emocionante encontro com Dona Zélia do Prato! Gratidão!