Dona Zélia do Prato

ENCONTRO COM DONA ZÉLIA DO PRATO (Pela Internet)

Noite chuvosa (aqui no Sul do Brasil) de 05 de junho de 2020.

Encontro regado de muita emoção e sentimentos. Conduzido lindamente por Anderson e Val. Presença de Dona Zélia. Tocadora de Prato, sambadeira arretada de São Braz de Santo Amaro – Bahia.

Dona Zélia: Antigamente tinha só o pandeiro. A gente chamava de Roda de Samba o Samba de Chula é mais recente. No Samba chula entra cada uma por vez. Tem que esperar a sua vez, cumprimentar os tocadores, fazer o sapeteado e depois a umbigada na próxima. Cada uma na sua vez! Sapateado, rodada e umbigada!

Que risada boa!!!

Dona Zélia: O samba é que me faz feliz! Me dá alegria. O samba é tudo pra mim. É muito forte dentro de mim. No CD do João do Boi de Braz, eu fiz a segunda voz. Eu tenho setenta e três anos. O samba é tudo na vida, é minha saúde! O prato que eu toco foi de minha mãe e agora começou a viajar… “Sereia, sereia, nunca vi tanta areia no mar…” “Me dá seu salão pra vadear, eu vim aqui foi pra vadear…”

A voz de D. Zélia toca na alma! Olhos marejados…

Dona Zélia: A casa de todo mundo antigamente era de taipa coberta de sapé. Para fazer uma casa juntava muita gente para amassar o barro: o sapateado. Fui marisqueira, trabalhei no cacau, a vida não foi fácil, mas Deus dá o frio conforme o cobertor. Mas hoje sou muito feliz com meu samba, curei até a depressão.

Lindo e emocionante encontro com Dona Zélia do Prato! Gratidão!

 

Toque de Iúna para Mestre Moa

E o ato aconteceu.

Momento lindo vivido na Praça da Lagoa.

Muita emoção dos camaradas presentes.

Conduzido pelo toque do Afoxé, o cortejo foi formado.

Atabaques, xequerês e agogôs, seguidos dos berimbaus.

E o povo acompanhou com respeito, a dor da perda do Mestre.

No momento final, depois da dança de resistência, um toque de Iúna tocado.

Corpo arrepiado. O grito do Axé ecoado.

Força Camaradas!

Iê Viva Mestre Moa!