Sou Ritmista!

Foto: Joaquim Corrêa. Carnaval 2010.

Hoje comemoramos o Dia d@ Ritmista!

Desde o ano de 2001 sou ritmista da minha escola de samba do coração Unidos da Coloninha! São vinte anos de muitas emoções vividas na Passarela Nego Quiridu, na Ilha de Santa Catarina.

Comecei na ala do chocalho e no ano de 2010 meu Mestre e amigo Dú da Cuíca me convidou para sair na ala das cuícas, onde me apaixonei por este instrumento mágico! Gratidão Mestre Dú!

Parabéns a tod@s @s ritmistas do Brasil!
Muita saúde e batucadas!

Viva o Povo do Samba!

Viva a Cultura Popular!

Salve meu Mestre Dú da Cuíca!

Dona Zélia do Prato

ENCONTRO COM DONA ZÉLIA DO PRATO (Pela Internet)

Noite chuvosa (aqui no Sul do Brasil) de 05 de junho de 2020.

Encontro regado de muita emoção e sentimentos. Conduzido lindamente por Anderson e Val. Presença de Dona Zélia. Tocadora de Prato, sambadeira arretada de São Braz de Santo Amaro – Bahia.

Dona Zélia: Antigamente tinha só o pandeiro. A gente chamava de Roda de Samba o Samba de Chula é mais recente. No Samba chula entra cada uma por vez. Tem que esperar a sua vez, cumprimentar os tocadores, fazer o sapeteado e depois a umbigada na próxima. Cada uma na sua vez! Sapateado, rodada e umbigada!

Que risada boa!!!

Dona Zélia: O samba é que me faz feliz! Me dá alegria. O samba é tudo pra mim. É muito forte dentro de mim. No CD do João do Boi de Braz, eu fiz a segunda voz. Eu tenho setenta e três anos. O samba é tudo na vida, é minha saúde! O prato que eu toco foi de minha mãe e agora começou a viajar… “Sereia, sereia, nunca vi tanta areia no mar…” “Me dá seu salão pra vadear, eu vim aqui foi pra vadear…”

A voz de D. Zélia toca na alma! Olhos marejados…

Dona Zélia: A casa de todo mundo antigamente era de taipa coberta de sapé. Para fazer uma casa juntava muita gente para amassar o barro: o sapateado. Fui marisqueira, trabalhei no cacau, a vida não foi fácil, mas Deus dá o frio conforme o cobertor. Mas hoje sou muito feliz com meu samba, curei até a depressão.

Lindo e emocionante encontro com Dona Zélia do Prato! Gratidão!

 

Toque de Iúna para Mestre Moa

E o ato aconteceu.

Momento lindo vivido na Praça da Lagoa.

Muita emoção dos camaradas presentes.

Conduzido pelo toque do Afoxé, o cortejo foi formado.

Atabaques, xequerês e agogôs, seguidos dos berimbaus.

E o povo acompanhou com respeito, a dor da perda do Mestre.

No momento final, depois da dança de resistência, um toque de Iúna tocado.

Corpo arrepiado. O grito do Axé ecoado.

Força Camaradas!

Iê Viva Mestre Moa!