30 Anos de Capoeiragem!

Já se passaram 30 anos, mas parece que foi ontem que cheguei no antigo Ginásio de Alumínio do Centro de Desportos da UFSC, para ter aulas de capoeira com o Contramestre Alemão.

O tempo devora, mas sinto-me uma iniciante, muito para aprender…

A vontade sempre foi de estar presente em todas as rodas, de dar a volta ao mundo capoeirando… Não foi possível. Neste tempo, tive que me levantar de muitas rasteiras nas rodas e na vida. O desafio maior foi e é conciliar o tempo de ser mulher, mãe, professora e ainda ser uma Capoeira.

O que de mais precioso levo da capoeiragem são as amizades que fiz. Já falei disso e reafirmo. São muit@s @s camaradas que deixaram suas marcas em minha vida, uns longe, outr@s presentes no meu cotidiano… não tenho como citar seus nomes.

Alemão por ter me iniciado na arte e me dar o sentido de ser uma Capoeira.

Ao Mestre Nô, pela sua vida dedicada a arte.

Pedro e Helena, filho e filha por compreender minhas ausências.

Minha mãe Maria.

Ao Neto por sempre me apoiar e respeitar minha vida na capoeiragem.

Meu sentimento é de profunda gratidão…

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Rodas da Cidade

Camaradas:
“Rodas da Cidade” é um movimento criado em 2014 pelo Fórum da Capoeira da Grande Florianópolis, que busca promover o intercâmbio entre @s Capoeiras e as rodas.
Decidimos em assembleia que os canais de comunicação do Fórum (zap, página do Facebook e grupo de email) estão abertos para a divulgação das rodas e eventos pelos grupos responsáveis.
Vamos continuar visitando as rodas e fortalecendo a nossa capoeiragem.
Muito Axé a tod@s!

Coordenação do Fórum da Capoeira da Grande Florianópolis

roda 2018

Exposição Memórias Periféricas da Capoeira Angola de Salvador: o acervo pessoal de Mestre Nô

A Exposição Memórias Periféricas da Capoeira Angola de Salvador: o acervo pessoal de Mestre Nô, possibilita conhecer a história da capoeira da periferia de Salvador a partir da década de 60. Uma parte deixada de lado e ainda por contar, inserida na necessidade de preservar, difundir e salvaguardar uma das suas memórias. O acervo contém um pouco dos registros que o Mestre fez durante sua vida dedicada à Capoeira Angola, dos aspectos filosóficos, aos fundamentos do jogo e da ética, aos toques de berimbau. Os registros mostram modos de ensino e a compreensão da capoeira como possibilidade de formação cultural para além dos limites da roda, uma formação para a vida. São relíquias de uma história. Com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Centro de Culturas Populares e Identitárias e Secretaria de Cultura da Bahia.

Exposição em Florianópolis:

De 25 à 30 de setembro no Casarão da Alfândega – Centro.

Visitação de terça à sábado das 9:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00.

Abertura: Dia 25 de Setembro às 18:00 no Casarão da Alfândega – Centro.

Mostra do Documentário: Memórias Periféricas da Capoeira Angola de Salvador: o acervo pessoal de Mestre Nô.

Palestra: O Acervo e a Capoeira Angola da Periferia de Salvador com Mestre Nô e Professor Desenho.

 

Mais Informações: memoriasperifericasfloripa@gmail.com

APOIO: IPHAN SANTA CATARINA

cartaz floripa

“Eu envergo, mas não quebro”

Outono de 2017… Primeira noite fria do ano.

Camaradas reunidos para mais uma roda de Axé!

Algo abalou a energia.

Dois manos que amo muito jogando, como se fosse uma arena de gladiadores.

O berimbau é o Mestre da Roda, foi falado. Devemos respeito a este fundamento.

Mas, uma mulher Capoeira baixando o berimbau?

A luta não é contra os camaradas e sim com esta nossa sociedade que cultiva os princípios do egoísmo, individualismo e opressão.

Parafraseando Paulo Freire, quando a Capoeira não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.

“Eu envergo, mas não quebro”.