Meu Presente

Neto:

São cinquenta anos de vida dos quais a metade deste tempo, tive o privilégio de viver com você!

O que posso lhe dar para comemorar este dia tão importante?

Nossos filhos maravilhosos já são presentes divinos!

Uma música: Tempo Perdido da Legião.

Uma poesia: O mundo é grande de Carlos Drummond de Andrade.

Flores: rosas do nosso jardim.

O que eu desejo mesmo é viver mais cinquenta anos ao seu lado.

O maior presente: meu amor eterno por você!

Rubem e Ariano

Alguns seres humanos deveriam ser eternos!
Homens e mulheres que fazem a diferença na passagem pelo planeta terra.
No sábado dia 19 perdemos Rubem Alves, um pensador inspirador principalmente para quem trabalha na área da educação.
Hoje perdemos Ariano Suassuna, grande escritor e um guerreiro da nossa cultura popular.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer Ariano Suassuna pessoalmente. Foram momentos de grande emoção!
Agora Rubem deve estar descansando sob uma floresta de ipês e Ariano nos braços da Compadecida!


Encontro com Ariano Suassuna no dia 12 de agosto de 2013.

Capoeirista Mulher!

Não sou muito a favor desse dia 08 de março, para comemorar o Dia da Mulher.
Inventaram de nos homenagear… Mas e os outros 364 dias?
Vi e ouvi um Mestre falar: eu nunca vi uma mulher capoeirista!
Mas eu respondo, sou uma capoeirista sim!!!
Ser capoeirista não é só dar porrada na roda e ganhar todos os jogos! Ser sempre a melhor! Nada é pra sempre!
Ser mulher capoeirista é trabalhar fora, ser professora, mãe, dona de casa, mulher e ainda ter tempo para ensinar a capoeira para as crianças de seu bairro e ir nas rodas de rua.
Ser mulher capoeirista é participar e ajudar seu grupo e mestre, participar dos movimentos políticos da capoeira e da cidade.
Não preciso provar nada pra ninguém, nem ser a melhor da roda. Levo rasteiras e quedas, mas o importante é ter força para se levantar.
Ser capoeira não é somente na roda, mas na vida, como sempre diz meu Mestre Nô.
Capoeira não está só no corpo, Capoeira está na mente o tempo todo.
Tenho alma de Capoeira.
O que mais importa na capoeira são os amigos que fazemos.
E na roda, sou muito feliz, por estar com meus camaradas!

Homenagem ao Mandela

Desde o dia 05 de dezembro estou atônita com a morte de Nelson Mandela.
O que dizer deste ser que fez a diferença na humanidade?
Deixo aqui minha singela homenagem com este surpreendente vídeo do coro musical Soweto Gospel Choir, cantando “Asimbonanga”, música de Johnny Clegg.
A letra diz: “Não vimos ele/ Não vimos Mandela/ No lugar onde ele está/ No lugar onde ele é mantido”.

44 Primaveras

Amo quando setembro chega!
O frio vai se afastando e o calor chegando.
O passaredo fica agitado, cantando sem parar.
Os garapuvus começam a amarelar suas copas.
Tudo fica mais colorido e alegre.
É primavera!
Hoje comemoro meus 44 anos de vida.
Como uma criança, adoro fazer aniversário!
Adoro surpresas, presentes, abraços, beijos e os parabéns dos amigos e familiares.
Sou feliz por tudo o que já vivi. Mais feliz por tudo o que ainda vou viver.
Agradeço à minha família e amigos por trilharem comigo nesta estrada chamada Vida!

Bodas de Prata

“Essa arte que me encanta, não consigo mais sair.

Aprendi a Capoeira que vem lá dos ancestrais.

Salve, salve o Alemão, que me ensinou o ABC…”

No dia 05 de abril de 1988, no antigo Ginásio de Alumínio da UFSC iniciei meu aprendizado na Capoeira com o contramestre Alemão.

Já havia me encantado quando assisti o I Batismo realizado no RU em dezembro de 1987, onde mesmo sem praticar a Capoeira, recebi um presente da Associação Atlética onde era bolsista: um berimbau das mãos do Mestre Nô. Nem imaginava que a Capoeira iria se tornar tão importante na minha vida.

Passados 25 anos é difícil fazer um balanço ou um relato, porque me faltam palavras para expressar qual o significado que a Capoeira tem para mim. Como diz a cantiga “minha vida é capoeira e eu sou capoeira”.

Muitas rasteiras eu levei e ainda levo, mas a cada dia tenho forças para levantar e continuar na luta. Sinto-me ainda uma iniciante e que ainda tenho muito a crescer.

O que de melhor levo dessa vida na capoeiragem são os amigos que fiz. Nem tenho como elencar, mas todos moram no meu coração.

Agradeço a minha família pelas minhas ausências e por compreender a importância da Capoeira para mim.

Agradeço ao Alemão por me iniciar nesta arte tão bela! Ao Mestre Nô que nos ensina a cada dia  com sua sabedoria a “Capoeira na Roda e na Vida”. À minha mana Danuza e todos os meus camaradas!

Iê a Capoeira!

Dezoito Anos

O tempo passa muito rápido, diria até que é cruel!

Há dezoito anos você nascia, tão tranquilo que a vizinha falava que nem parecia que tinha um bebê em casa.

Depois os primeiros passos, a ida à escola, festinhas de aniversário, páscoas procurando o que o coelhinho deixou, os Natais.

Uma criança inteligente, sorridente, falante e feliz!

Grandes desafios superados na adolescência.

Agora nova etapa da vida: Universidade e morando sozinho em outra cidade!

O coração de mãe fica apertado, mas também muito feliz pelas suas escolhas, pelas conquistas e por estar lutando por seus ideais.

E aí vem o ditado, que tomamos os filhos emprestados por um tempo, pois são do mundo!

Continue assim meu filho querido. Você até hoje só nos deu felicidade e orgulho!

Parabéns pelos seus dezoito anos e seja sempre feliz!

Amo você!

 

 

 

Pitangueira

No quintal da minha casa tem uma pitangueira. Levou anos para crescer!

Nesta primavera ela encheu de frutos: abundantes pitangas bem vermelhas e doces!

E nestes dias fico muito feliz em saboreá-las, minha fruta preferida!

Não é apenas o sabor da fruta, comer pitanga “direto do pé” traz boas lembranças de minha infância.

Na rua onde ainda moro, havia poucas casas,  nenhum prédio e bastante mato.

Atrás da casa, uma grande vegetação. Para podermos pegar ônibus para a “cidade”, passávamos por uma trilha até a rua principal do bairro. Onde há hoje o Parque de Coqueiros havia o Saco da Lama e o mar vinha até a rua geral. Esperávamos o ônibus vendo os peixinhos no mar da baía sul.

A meninada vivia brincando na rua. Não precisava de adultos para resolver os nossos conflitos. Vivíamos no mato e nos terrenos dos vizinhos “roubando” frutas. A variedade era grande: pitanga, goiaba, carambola, jambolão, gabiroba, araçá, maracujá, bergamota, amora…

Agora a criançada da cidade não tem mais esta felicidade.

Sabor de pitanga tem o gosto da infância feliz que tive!

Volta à UFSC

Hoje participei da banca de defesa da Monografia do camarada Gustavo aluno do Tuti, no Centro de Desportos da UFSC.

“Entre o berimbau e o caderno: a capoeira como instrumento de formação”.

Fiquei surpresa e feliz com o convite em participar deste momento e de poder voltar ao Centro de Desportos, depois de mais de 20 anos!

Agradeço pela consideração de Gustavo e seu grupo. Sempre sou muito bem recebida nas rodas e eventos que pude participar. Lembro com emoção da formatura da Rosa. Foi um grande momento na minha história com a capoeira, onde pude jogar com ela. E eu nem era formada… Gratidão pela consideração do meu camarada Tuti!

Minha fala na banca foi de uma capoeirista, já que estou há muito tempo distante da academia.

Trabalho com Educação Infantil e lá aprendi sobre a inportância do registro. Levo este aprendizado para a Capoeira.

Com o berimbau, na roda e no caderno, escrever a nossa história!

A monografia do Gustavo é um importante documento que registra parte da história da Capoeira da Grande Florianópolis, especificamente do município de Biguaçu.

Fala muito bem sobre a história da capoeira, de sua origem no nosso estado com Mestre Pop e a capoeira da Ilha.

Gostei muito da abordagem política da capoeira com o Movimento Negro. O compromisso que temos que ter com a capoeira, para que seja um instrumento para a liberdade.

Um belo registro do trabalho da Associação Cultural Capoeira na Escola e sobre a importância da organização da capoeiragem.

A busca do conhecimento, do estudo, fato muitas vezes esquecido pelos capoeiristas.

A busca das raízes da capoeira através de seus fundamentos.

Este não é apenas um trabalho acadêmico, é a expressão de um Capoeira.

Leitura prazerosa para capoeiristas e não capoeiristas.

Um texto apaixonado!

Falar da capoeira não é uma tarefa fácil, por toda a sua amplitude e por tudo o que ela representa na nossa vida.

Parabéns Gustavo! Ontem um menino com seus pulos e vôos nas rodas. Hoje um professor formado.

E que você continue, como diz Mestre Nô, um Capoeira na Roda e na Vida!

Tuti, Gustavo, Josinha e Bagé
Foto: Dudu

Saudade da Bahia

Vez em quando me bate um banzo de Salvador.

Saudade de suas paisagens, saudade do Mestre Nô, de meus amigos, saudade do povo soteropolitano de ser!

Fico a escutar músicas do grande Dorival Caymmi.

E o sentimento é transformado em lágrimas de saudade!

Em outras vidas fui ou serei baiana também!