A Capoeira está de luto!

A capoeira resiste através de seus mestres!

Mestre: pessoa que dedica sua vida à Capoeira e que nos repassa toda a sua sabedoria!

O Ofício dos Mestres agora já é lei, mas ainda estamos muito longe de poder dá-los o merecido reconhecimento.

A demora do Estado em tomar providências para concretizar este reconhecimento é absurda!

E nós, o que fazemos pelos nossos Mestres?

Quando um Mestre de Capoeira parte, o sentimento é de enorme tristeza e grande revolta.

Agora Mestre Bigodinho estará com Mestre Waldemar e tantos outros gigantes da Capoeira que brilharam nas rodas da Vida!

Iê Viva Mestre Bigodinho!

Só bambas…

Hoje finalmente pude matar meu banzo e encontrar meus camaradas na Roda da Figueira. Estava com um alto astral e descontraída.

A presença das crianças traz à roda uma energia toda especial.

Foi bom demais rever os amigos!

Depois fui até a Travessa Ratclif no Bar Canto do Noel. Ali só os bambas da Ilha: Mazinho do Trombone com Grupo Bom Partido e a presença ilustre do Seu Lidinho (um ícone do carnaval e das rodas de samba de nossa cidade).

Sem palavras para expressar a qualidade da música ali tocada…

Ficar sem a Capoeira…

De janeiro deste ano para cá vivi um grande dilema na minha vida capoeirística. Com dores na cervical, estava sem jogar capoeira… Nesta semana fiz uma ressonância e ontem fui pegar o resultado. Que arrependimento!!! Uma página inteira de termos científicos e pelo laudo fiquei desolada. Pensei: nunca mais vou poder jogar ou dar aulas… A noite foi longa até chegar na manhã de hoje, na consulta com o médico. Foram longos minutos de aflição, para que o médico pudesse ler o resultado e  traduzi-lo para mim: discopatia degenerativa cervical. Sim, tenho um problema na cervical crônico irreversível. A boa notícia é que não vou precisar parar de jogar capoeira, mas terei que fazer algumas restrições nos meus movimentos e muita fisioterapia. Fiquei aliviada e um grande peso saiu dos meus ombros. Porém vou ter que reinventar o meu jogo para continuar nas rodas da vida. Neste tempo todo o que eu mais senti falta foi dos meus camaradas. Espero reencontrá-los amanhã na Roda da Figueira.

Volta à Ilha

A “Volta à Ilha” é um projeto antigo meu, mas que até hoje não consegui concretizar. Minha meta para 2011 é visitar todas as rodas de capoeira da Ilha de Santa Catarina. Iniciei na Roda da Figueira, considerada a mais antiga, realizada na Praça XV, Centro de nossa cidade.

Toquei pandeiro e berimbau. Joguei com os Camaradas Boca e Sid.

Roda da Figueira, Roda de Axé!

Dia quente de verão.

O povo assiste atento, as peripécias dos capoeiristas.

Corpos suados e treinados.

Olhares e sorrisos.

Palmas para o jogo bonito.

A capoeira na rua e tudo pode acontecer.

O menino entra. Inocente e atrevido.

A cantiga nos diz:

“Quem não pode não intima”…

Grande ensinamento da Capoeira!

“Cada dia aprendo mais”…

Ritmo. Roda da Figueira. Dia 19 de fevereiro de 2011.

BANZO…

Segundo AURÉLIO: Banzo: “Nostalgia mortal dos negros da África. ‘Uma moléstia estranha, que é a saudade da pátria, uma espécie de loucura nostálgica’… Triste, abatido, pensativo, pasmado, encafifado”…

Quando por motivos pessoais, familiares me afasto um pouquinho da Capoeira, sofro desta moléstia…

A vida segue, mas a sensação é de que algo está faltando. Um vazio no peito e a grande saudade dos camaradas…

Difícil é entender este sentimento. 

Porquê a Capoeira é tão dominante em nossa vida?

Rodas de Capoeira: Arte e Patrimônio em Florianópolis

“A leitura deste belo livro nos traz a medida de quão importante,
profunda e diversa é a presença da capoeira em Florianópolis,
contribuindo de maneira decisiva para o conhecimento do mosaico
cultural ilhéu, tão multiforme”, escreve o antropólogo
Rafael José de Menezes Bastos, professor da UFSC, no prefácio da obra.

O livro Rodas de Capoeira: Arte e Patrimônio em Florianópolis de Maria Eugenia Dominguez é um lindo registro da Capoeira da Ilha. Vale a pena ler e ter este importante documento!

Gostei muito de participar, pois além de poder contribuir um pouquinho com o trabalho de Eugenia ainda fiz amizade com mais uma camarada!

Parabéns Eugenia! Espero poder continuar lhe encontrando pelas rodas da vida.

Batismo…

“Ô moça que vende aí, ô moça que vende aí

É arroz do Maranhão

Sô discípulo que aprendo

Sô Mestre que dou lição

Em roda de Capoeira

Dai-me um aperto de mão”…

Foi assim, agachados para a saída do jogo que Mestre João Pequeno começou o meu Batismo…

Ainda hoje sinto a energia daquele momento mágico, de forte emoção.

O dia também era especial: 20 de novembro de 1988, dia da Consciência Negra, de Zumbi e aniversário do Grupo Capoeira Angola Palmares.

Mestre Nô no comando da roda!

Presença de outros grandes Ferrerinha, Bobó, Curió, Boa Gente, Braulino…

Acaba o jogo, ganho um carinhoso abraço do Mestre João Pequeno e uma flor de meu padrinho Bolita!

O dia do Batismo é especial para os capoeiristas.

O meu foi demais!

Agradeço ao Alemão por este presente!