Unidos da Coloninha

A Escola de Samba Unidos da Coloninha já está a todo o vapor com seus ensaios ao lado do Orlando Scarpelli (campo do Figueirense). Por enquanto terças, quartas e quintas-feiras.

O enredo deste ano é “VOSSA MAJESTADE BEIJO-LHE ÀS MÃOS! A TERRA DO PAU-BRASIL É BOA, E, QUERENDO APROVEITÁ-LA, TUDO NELA DÁ”  do carnavalesco José Alfredo Beirão Filho.

Depois de estar aposentada do chocalho, pela segunda vez vou sair na bateria tocando cuíca, orientada pelo meu grande Mestre Dú.

Aqui vai o Samba deste ano:

Compositores: JUNINHO ZUAÇAO/ ANDRÉ CUNHA/ DIEGO NICOLAU

O índio foi quem extraiu
No troca-troca a madeira pau-brasil
E a coroa portuguesa levou nossa riqueza
Para Europa conquistar
A cana-de-açúcar que fez o país prosperar
Escravos trabalhavam sol a sol
Trazidos de além-mar Cidades mineiras a se revelar
Um mundo dourado a brilhar

Que mulher não sonhou ter diamantes
Mas Chica da Silva se fez deslumbrante
A borracha e o café quem é que não quer?                                (BIS)
Tesouros dessa terra fascinante

Da crise à evolução Indústrias fortalecem a brava nação
O petróleo ferro e aço, uniram o país num forte laço

E o período JK fez o povo sonhar, resplandecer Brasil…
Em cada rosto uma expressão
Em cada gesto a emoção
A esperança no olhar Templos de consumo, globalização
Um novo mundo pra ganhar seu coração

Quero tanto dizer como eu amo você
Minha Majestade és tu Coloninha!
Se Caminha escreveu                                                                   (REFRAO)
Esse chão tem riqueza, esse solo é meu!

Samba Enredo Coloninha 2011

Mais informações: http://www.coloninha.org.br/

Homenagem ao Maneca!

Quatro de janeiro de mil novecentos e vinte e cinco

TEXTO DE JOAQUIM CORRÊA
*

Insira uma legenda

Diante do notebook, conferindo o resultado da mega sena

 

Nascia o meu pai, Manoel Corrêa, em Itajaí – SC, filho de um estivador e uma dona de casa.

Teve uma infância humilde.

Numa das muitas histórias, com característica riqueza de detalhes, disse ele que meu avô o levou junto com meu Tio Eugênio para visitarem os presos e levar alimentos, jornais, etc… como uma espécie de compensação pela dura vida que os presos levavam. Meu avô, de quem herdei o nome completo, tinha a veia espírita muito latente e insistiu em passar para os filhos a importância de ajudar as pessoas com necessidades.

Num dessas visitas, de carroça, que meu pai classificou como tediosas, porém obrigatórias, no retorno ele e meu tio perceberam que havia uma trilha com balas no trajeto (provavelmente de alguma outra carroça que teve a embalagem rasgada por acidente). Meu pai corria eufórico para disputar cada bala com o irmão. Então meu avô, utilizando toda a sabedoria que a vida de estivador lhe dera, disse: viram ? quando a gente ajuda os outros, sempre vem uma recompensa…

Meu pai fez carreira no banco, começando como contínuo, varrendo a agência e se aposentou como gerente.

Por conta da profissão, acabou morando em diversas cidades do interior catarinense, onde utilizou seus conhecimentos nas rádios, fazendo participações eventuais em programas, bem como em Itajaí fez parceria com nosso querido professor Eurides Antunes Severo.

Fundador do Lions Clube em Florianópolis na década de sessenta, foi um lutador pelas campanhas que esta valorosa instituição empreendeu, seja como sócio, mas também como presidente por algumas gestões.

Me acostumei a andar por nossa cidade e encontrar pessoas que o conheciam e sempre tinham uma palavra de carinho para descrevê-l0.

Apostou na amizade como seu maior valor, afirmando com convicção que “estamos nessa vida para fazer amigos”.

Dono de uma simpatia contagiante, insistia que não importava qual fosse a situação, emocional ou financeira, jamais deveríamos perder a classe.

Foi um mestre do xadrez, disputando partidas nos jogos citadinos. Jogou futebol com os colegas do banco até que teve um fratura na tíbia provocada por um lance bobo.

Nos últimos anos de vida, já com a saúde debilitada, mas com uma lucidez que o fazia lembrar de datas e fatos de forma invejável, contentava-se em curtir a vista do mar que Florianópolis oferecia para renovar as energias.

Seus olhos sempre almejavam algo maior. O espaço. Como brilhavam quando podia ir para frente da casa e vislumbrava as constelações que conhecia como ninguém.

Sonhava que logo teríamos capacidade de viajar pelo espaço como o fazemos com os atuais voos comerciais.

De olho no desenvolvimento tecnológico, me chamava para conversarmos sobre “o que há de novo”?, pergunta constante de alguém que ainda não se contentava com tudo que havia aprendido, tinha sede de conhecimento.

Ao contrário das pessoas com mais de oitenta anos, ele tinha cadastro no orkut, no msn, tinha email do yahoo e habituou-se a conversar com familiares distantes com webcam e microfone.

Quis a vida que nos tornássemos mais próximos e amigos, no final da dele.

Trocávamos idéias e discutíamos posturas como dois velhos conhecidos, nossa diferença de idade sumira.

Mas o respeito mútuo só fez aumentar.

Dono de um discurso correto e inteligente, homenageou muitos amigos e parentes no momento dos seus sepultamentos. Algumas vezes ele me dizia: alguém tem de fazer isso, não podemos apenas silenciar.

No de meu pai não ousei me pronunciar, pois o silêncio respeitoso foi mais eloquente, já que o grande orador estava calado.

Publicado no Blog do Joaquim  http://joaquimsc.wordpress.com/

Que venha 2011!

Quando o ano se inicia a esperança e a vontade de realizar o novo nos fortalece.

É com essa energia que desejo um 2011 de grandes realizações para a nossa Capoeira!

Aqui uma mensagem enviada pela minha mana Danuza de Pablo Neruda:

É Proibido 

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

 (Pablo Neruda)