Fotos: Joaquim Corrêa
Autor: jocapoeira
Oficinas da IV Semana da Capoeira
O Pequeno Príncipe

No último dia de 2015, tive a grata satisfação de assistir o filme lançado recentemente: O Pequeno Príncipe.
Esta livro tão belo de Exupéry me acompanha desde a adolescência!
Assistir e ler esta história emocionante, faz repensar sobre a vida, sobre o que é realmente importante à nossa existência.
Sobre o que é essencial!
Sobre o valor da amizade!
Os anos passam, a idade aumenta, mas sempre vou ler o Pequeno Príncipe!
Para lembrar de não esquecer da criança que fui!
Para poder viver encantada como uma criança, sem perder a esperança na humanidade.
Notório Saber pela UFSC

Mestre de Capoeira na Vida, Doutor na Universidade!
No dia 20 de novembro de 2008, o Ministério da Cultura através do IPHAN, emite o certificado do Ofício dos Mestres de Capoeira “que é exercido por aqueles detentores dos conhecimentos tradicionais desta manifestação…”
Há tempos que lutamos pela valorização dos Mestres de Capoeira e agora declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, no final de 2014, o movimento de luta pela Salvaguarda dos Mestres continua.
Muito ainda temos que avançar para que este reconhecimento pelo Estado se transforme em ações que realmente valorizem os Mestres.
Hoje, 18 de dezembro de 2015, um fato histórico: Norival Moreira de Oliveira, Mestre Nô, foi aclamado por unanimidade pelo Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina com o título de Notório Saber.
Mestre Nô tem seu trabalho reconhecido!
Que este título, importante para a valorização do Mestre, proporcione benefícios e não somente seja uma homenagem de uma instituição acadêmica!
Parabéns Mestre Nô!
Muito me honra ser aluna de um Mestre que tem dedicado sua vida à nossa arte!
Homenagem do Centro de Educação ao Notório Saber de Mestre Nô.
Dia 15 de outubro de 2015. UFSC. Ilha de Santa Catarina.
Mestre Nô no Grito Marcial
Documentário Nego Bom de Pulo
Para quem ainda não viu ou quer ver de novo!!!
Sessão Especial do Documentário Nego Bom de Pulo – Mestre Nô e a Capoeira da Ilha com a ilustre presença de Mestre Nô.
Cineclube Cinema Unisul – Centro Integrado de Cultura – CIC
Dias 16 e 18 de outubro às 20:oo
Entrada Gratuita.
Sinopse:
A História não para. A Capoeira, manifestação de resistência cultural (e física) afro brasileira faz parte da história do Brasil e de Florianópolis. Movimento contínuo. Atravessou dois séculos, escondida nos guetos, terreiros e quintais, proibida de ser praticada. Atualmente, mesmo sendo Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil e do Mundo, permanece marginalizada.
O Documentário, “Nego Bom de Pulo”, nos movimenta pelo tempo e pelo espaço. Registra a cidade de Florianópolis no século passado, décadas de 1980 e 1990 pelo olhar de quem faz da capoeira oficio e vida.
Apresenta a vida de Mestre Nô, baiano de Itaparica, e sua trajetória para o sul do Brasil, a caminhada do homem que é capoeira na roda e na vida. Revela o pensamento e o trabalho de toda uma geração de jovens capoeiras que se tornaram responsáveis pela valorização dos velhos mestres e seus fundamentos e pela formação de uma identidade chamada de Capoeira da Ilha.
Na tela a luz mais forte é para esses jogadores, capoeiras, que vindos de distintos lugares forjaram na cidade de Florianópolis, nas suas ruas, praças praias e mercado uma capoeira resistente, maliciosa, com combatividade e fundamento.
Kiko Knabben
O Corpo Arrepiou!
Depois de muito tempo, hoje meu corpo arrepiou numa roda de Capoeira.
Fui visitar o João Nilson na Oficina do Saber do CEDEP.
Quem me levou foi meu camaradinha Massara.
Chegando lá um grupo super legal de crianças.
Fiquei emocionada com a história que João contou, história que estava perdida em minha memória.
Conheço João desde criança, quando ele já dava aula na década de 70 na minha escola. Foi meu primeiro contato com a Capoeira. Também sempre via seu grupo de Boi de Mamão pelas ruas de Coqueiros, bairro onde moro.
Ele relatou que lembra de mim, uma menina muito magrinha e pequena que ficava espiando a aula da porta da sala e que nunca tinha entrado. E que ficava imaginando porque eu não entrava e praticava a Capoeira.
Não sei ao certo, mas quando criança minha mãe não deixava muito participar de atividades extras escolares, ainda mais uma atividade que era de menino.
Foi quando aos dezoitos anos eu bati o pé e iniciei na Capoeira. No meu batismo, levei minha mãe para assistir.
Depois disso, ela me acompanha em muitos eventos e rodas, inclusive em várias viagens à Bahia.
Na roda, muito Axé naquele lugar e na criançada presente.
Joguei, toquei e cantei.
Foi tocando o berimbau e cantando que meu corpo ficou arrepiado!
Valeu João Nilson!
Agradeço por me lembrar dessa lembrança esquecida!
E saber que meu destino desde criança era ser uma Capoeira!
Axé!


