Toque de Iúna para Mestre Moa

E o ato aconteceu.

Momento lindo vivido na Praça da Lagoa.

Muita emoção dos camaradas presentes.

Conduzido pelo toque do Afoxé, o cortejo foi formado.

Atabaques, xequerês e agogôs, seguidos dos berimbaus.

E o povo acompanhou com respeito, a dor da perda do Mestre.

No momento final, depois da dança de resistência, um toque de Iúna tocado.

Corpo arrepiado. O grito do Axé ecoado.

Força Camaradas!

Iê Viva Mestre Moa!

 

 

 

 

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30 Anos de Capoeiragem!

Já se passaram 30 anos, mas parece que foi ontem que cheguei no antigo Ginásio de Alumínio do Centro de Desportos da UFSC, para ter aulas de capoeira com o Contramestre Alemão.

O tempo devora, mas sinto-me uma iniciante, muito para aprender…

A vontade sempre foi de estar presente em todas as rodas, de dar a volta ao mundo capoeirando… Não foi possível. Neste tempo, tive que me levantar de muitas rasteiras nas rodas e na vida. O desafio maior foi e é conciliar o tempo de ser mulher, mãe, professora e ainda ser uma Capoeira.

O que de mais precioso levo da capoeiragem são as amizades que fiz. Já falei disso e reafirmo. São muit@s @s camaradas que deixaram suas marcas em minha vida, uns longe, outr@s presentes no meu cotidiano… não tenho como citar seus nomes.

Alemão por ter me iniciado na arte e me dar o sentido de ser uma Capoeira.

Ao Mestre Nô, pela sua vida dedicada a arte.

Pedro e Helena, filho e filha por compreender minhas ausências.

Minha mãe Maria.

Ao Neto por sempre me apoiar e respeitar minha vida na capoeiragem.

Meu sentimento é de profunda gratidão…